quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Ana Paula de Souza Miguel (mãe da Beatriz), Andressa Bianca de Souza (mãe do Pablo) e Carla Andreia de Sousa (representante da Ana Clara), representadas pela ONG Saúde Legal, denunciaram as práticas ilegais cometidas contra seus filhos recém-nascidos internados na UTI Neonatal, semi II, salas 1 e 2, do hospital e maternidade escola Vila Nova Cachoeirinha.

As denunciantes compareceram na sede da Saúde Legal informando maus tratos e falta de condições para o funcionamento do hospital denunciado, especificamente nas salas I e II da ala semi II do setor neo-natal.

De acordo com as denunciantes:

a) os bebês sofrem queimaduras;
b) os bebês sofrem cortes na pele;
c) não há ventilação adequada e a sala de UTI semi-intensiva está com o ar condicionado quebrado;
d) não há fisioterapeuta regular (indispensável em razão do quadro clínico das crianças);
e) não há equipamento de tomografia e outros exames imprescindíveis;
f) não há profissional neurocirurgião e pneumologista, médicos indispensáveis para tratamento dos recém-nascidos;
g) não há higiene adequada;
h) há insetos como pernilongos, mosquitos e baratas na sala;
i) não há estrutura para comportar procedimentos de urgência, cirurgia ou procedimentos de alta complexidade, considerando o fato de ser um hospital e maternidade;
j) não tem estrutura pediátrica, desde a estruturação básica para atender as crianças, nem tampouco equipamentos básicos como coletor de urina infantil;
k) enfermeiras destreinadas;
l) há discriminação. As crianças são chamadas por profissionais do hospital de "mongolóides" e "retardadas".

Diante disso, a Saúde Legal ingressou com uma denúncia e um pedido de instauração de inquérito civil pelo Ministério Público da Saúde Pública em 29 de janeiro de 2010.

Para ler a denúncia e acompanhar o andamento do processo administrativo acesse http://www.saudelegal.org/denuncia-cachoeirinha.htm

Obrigado e grande abraço

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